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Chevrolet Opala – A história de uma lenda

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Chevrolet Opala – A história de uma lenda
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Chevrolet Opala – A história de uma lenda

 

 

Opala 1974 SS6

Opala 1974 SS6

Chevrolet Opala foi o primeiro carro de passeio desenvolvido pela General Motors no Brasil, que era bastante conhecida pela fabricação de caminhões. O projeto 676 foi anunciando em no fim do ano de 1966 no Clube Atlético Paulistano na presença de autoridades e imprensa e demorou cerca de dois anos até ser apresentado pronto no Salão de Automóvel entre os dias 23 de novembro à 8 de dezembro de 1968 aos brasileiros e presenças ilustres como o Presidente da época Costa e Silva  e o Governador do Estado de São Paulo, Abreu Sodré.
O carro foi inspirado na carroceria alemã do Opel Rekord C/ Commodore A, que foi fabricado de 1966 até 1971, e na mecânica do norte-americano Chevrolet Impala. À quem diga que essa “mistura” também inspirou seu nome, porém ele também pode ser associado à pedra semipreciosa do mesmo nome, conhecida pela grande variedade de cores na mesma pedra. Mas a real história é que durante a escolha do nome um jornalista ao saber os seis nomes finalistas, anunciou este como o oficial, que foi posteriormente bem aceito pelo público assim batizando o clássico.

MODELOS

“Original”

Opala Comodoro 1975

Opala Comodoro 1975

A primeira versão do carro tinha duas opções para quem comprava: o Standard e de Luxo, ambos na variação de quatro portas e nos motores 4 ou 6 cilindros. Também conhecidos como Opala 2500 e Opala 3800.

Opala SS

O Opala SS, lançado em 1971, era a versão esportiva do clássico, com todo acabamento diferenciado como volante de três raios, bancos individuais, rodas esportivas, pintura especial com faixas esportivas, câmbio de quatro marchas no assoalho, e em algumas versões também tinham capô e painel traseira na cor preta. O painel tinha marcador de RPM com escala de 0 a 6000 rpm, e nos motores 250-S marcava até 7000 rpm. Somente o modelo de 1971 tinha a opção com quatro portas.

Opala SS4 1974

Opala SS4 1974

Caravan

Caravan 89 Foto: Flatout

Caravan 89 Foto: Flatout

A versão perua chegou no mercado em 1975. Foi inspirada na carroceria do Opel Rekord C/ Caravan. Continha as mesmas opções de motores das versões sedã e cupê, e também foi produzida na versão esportiva do carro, o SS, em que tinha as opções de motor 151-S e 250-S.
Diplomata
Em 1980 o Opala passou por um mudança drástica de estilo e foi renovado nessa versão moderna, porém a parte central da carroceria foi mantida.
Neste ano também foi desenvolvido todo um pacote de luxo para as linhas Diplomata e Comodoro. O Opala passou a ter uma suspensão nova e muita mais eficiente e freios dianteiros duplos, dando maior estabilidade e segurança. Em 1981 foi a vez do interior contar com um novo painel de instrumentos.
Mas foi em 1985 que o carro ficou realmente moderno, contendo antena elétrica, porta malas com acionamento elétrico, vidros elétricos, retrovisores elétricos, travas elétricas, desembaçador do vidro traseiro, aquecedor interno, para-choques de ponteiras plásticas, volante com regulagem de altura, entre outros que faziam com o que o Chevrolet Opala ficasse no top de linha da GM brasileira.  Em 1988 foram feitas novas modificações na frente, traseira e interior do carro.
As versões foram renomeadas então, Opala ou Caravan SL, Comodoro SL/E e Diplomata SE. No interior novos volantes e alguns recursos raros como ajuste da altura da coluna de direção com sete opções, ar condicionado com saída para os passaigeiros do banco traseiro, alarme sonoro que indicava os faróis ligados,  temporizador dos faróis, da luz interna e do controle dos vidros. Posteriormente foram feitos várias pequenas mudanças e aprimoramentos até o fim da produção.

Collectors

Essa foi a série limitada especial feita para encerrar a linhagem, batizada de Chevrolet Opala Collectors. Foram fabricadas apenas 100 unidades do modelo nas cores Azull Millos, Preto Memphis e Vermelho Ciprius que tinham câmbio automático e quando comprado era acompanhado de uma chaveiro dourado com inscrições, um certificado assinado pelo Presidente da GM do Brasil e também uma fita de vídeo VHS com a história do veículo, tudo dentro de uma bela pasta em couro.

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MOTORES

Opala 4 Cilindros

Motor 4 cilindros 151/s

Motor 4 cilindros 151/s

Dois motores 4 cilindros diferentes foram utilizados no Chevrolet Opala, ambos com cilindrada de 2,5 litros.  A primeira versão vinha com motor 153 pol³, um motor quatro cilindros de 2509 cm ³. Que era praticamente uma versão quatro cilindros do motor americano Stovebolt (já mencionado anteriormente na matéria sobre a história do motor seis cilindros).
Em 1974, ele foi substituído pelo motor “Iron Duke”. A cilindrada foi ligeiramente diminuída para 2474 cm³ com 151 pol³, tendo menor giro. Isso foi feito com o intuito de dar mais suavidade ao carro, que também recebeu alguns aperfeiçoamentos como o aumento do diâmetro do cilindro com pistões mais leves, bielas mais longas, virabrequim com menor curso e volante com maior massa. Este mesmo motor passou por mais algumas mudanças que o tornaram o 151-S, com novo coletor de admissão de alumínio e carburador de corpo duplo que o tornaram mais eficiente na versão SS.
Mais tarde, em 1979, o Chevrolet Opala passou a ser oferecido também com a opção de combustível a álcool, que possui maior poder calórico produzindo assim mais potência que a gasolina, além de ser menos poluente também. Devido à isso, os modelos a álcool mostravam maior desempenho e velocidade final superior aos modelos movidos a gasolina.
A GM diferenciava os motores pela cor, para manter a distinção. O azul indicava o motor quatro cilindros convencional 151 com carburador Solex H40 de corpo simples, o verde era equivalente ao motor 151-S com carburação Weber 446 com corpo duplo e finalmente o amarelo que indicava o motor a álcool com carburador Solex H34 de duplo estágio.

Motor Descrição Potência líquida Torque Fabricação Combustível Carburador
153 4 cilindros 2.5L 80 cv a 3800 RPM 18 kgfm a 2600 RPM 1968-73 Gasolina 228
151 4 cilindros 2.5L 82 cv 1974–77 Gasolina Solex H40
151-S 4 cilindros 2.5L 98 cv a 4800 RPM 19,8 kgfm a 2800 RPM 1971–80 Gasolina Weber 446
151 4 cilindros 2.5L 88 cv 1985–88 Gasolina Solex H34
151 4 cilindros 2.5L 90 cv 1988–90 Gasolina 3E
151 4 cilindros 2.5L 92 cv 1991–92 Gasolina 3E
151 4 cilindros 2.5L 103 cv 1980–84 Etanol Solex H34
151 4 cilindros 2.5L 112 cv 1985–92 Etanol Solex H34

Opala 6 Cilindros

Motor 6 cilindros em linha Foto: autocustom

Motor 6 cilindros em linha Foto: autocustom

O motor seis cilindros do Opala deriva da 3º geração do Stovebolt. O motor de 3.8 Litros  (230 pol³) possuía um bloco leve e sete mancais no eixo do virabrequim, no qual algumas variações ocuparam carros como a Chevrolet Nova, Chevelle e Chevrolet Impala. O mesmo passou por várias atualizações ao longo do tempo e continuou a evoluir mesmo após o fim da produção do Chevrolet Opala.
Já em 1970, foi equipado com virabrequim de maior curso, aumentando seu deslocamento para 4.1 Litros (250 pol³) e depois ainda recebeu pistões mais leves e bielas mais longas.
No ano de 1974 a Chevrolet desenvolveu o 250-S, onde o motor 4100 recebia uma leve preparação, com tuchos mecânicos, carburador duplo, comando de válvulas com maior duração de abertura e taxa de compressão elevada.

Motor Descrição Potência líquida Torque Fabricação Combustível Carburador
230 – 3.8 6 cilindros 3.8L 125 cv a 4000 RPM 26,2 a 2400 RPM 1968–71 Gasolina
250 – 4.1 6 cilindros 4.1L 130 cv a 4000 RPM 29 kgfm a 2400 RPM 1971–75 Gasolina
250-S – 4.1 6 cilindros 4.1L 171 cv a 4800 RPM 32.5 kgfm a 2600 RPM 1976–80 Gasolina
250 – 4.1 6 cilindros 4.1L 132 cv 1980–84 Gasolina
250 – 4.1 6 cilindros 4.1L 132 cv a 4000 RPM 30,1 kgfm a 2000 RPM 1985–90 Etanol Solex H34
250 – 4.1 6 cilindros 4.1L 132 cv a 4000 RPM 1985–89 Gasolina DFV 446
250 – 4.1 6 cilindros 4.1L 121 cv a 3800 RPM 29,0 kgfm a 2000 RPM 1991–92 Gasolina Solex 3E
250 – 4.1 6 cilindros 4.1L 141 cv 32, 8 kgfm a 2500 RPM 1991–92 Etanol Solex 3E

FIM DA TRAJETÓRIA DE SUCESSO

Com um milhão de unidades produzidas em 23 anos de sucesso, o Chevrolet Opala encerrava a sua linha de produção, o que ocasionou a mobilização de vários entusiastas e fãs do automóvel que saíram em carreata nos arredores da fábrica em São Caetano do Sul, em protesto.
O último exemplar foi feito em 16 de abril de 1992. Porém foi reprovado no controle de qualidade e ficou abandonado na fábrica. Foi retirado de lá por volta de 1998/1999, pois fora esquecido pela GM, mas ele havia sido depenado. Depois então foi remontado, emplacado e cedido pela Chevrolet ao Museu da Tecnologia da ULBRA, em Canoas/RS. Atualmente ele pertence à um ex-funcionário da GM e está em São Paulo.
Ao longo de todo esse tempo o carro passou por vários aprimoramentos mecânicos e modificações estéticas, mas mantendo sempre a potência, conforto e robustez, o que fazia e ainda hoje o faz com que ele seja objeto de desejo de muitos amantes de carros e um clássico que marcou a história automobilística do Brasil.

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